Contas digitais e o impacto no Brasil

Mais que praticidade, os pagamentos digitais são recursos de contenção do coronavírus.

Presentes no mercado financeiro brasileiro há mais de dez anos, os meios digitais de pagamento sequer podem ser considerados uma ferramenta pouco explorada, mas em 2020 todos precisaram se render à praticidade que essas tecnologias oferecem. Isso porque a OMS (Organização Mundial da Saúde) indicou a transferência física de dinheiro como uma das maiores fontes de transmissão do coronavírus, sendo assim, adotar o contactless, QR code e outras formas de pagamento instantâneo, como o  recém-criado PIX, no Brasil, foi uma medida fortemente abraçada por empresas, pequenos negócios e consumidores em todo o mundo.

Na Europa, as transações em moeda física, que já estavam em declínio, tiveram ainda mais impacto com as normas de contenção da contaminação. Em países como a Suíça, por exemplo, as transações em dinheiro físico representam apenas 1% do total de operações. Já no Brasil, apenas 5,5% dos cartões em circulação estão aptos a operarem com a tecnologia contactless, o que, apesar de um percentual pequeno, gerou R$22,7 bi em pagamentos, de janeiro a setembro de 2020*.

* Balanço 3T20 Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs).

Apesar da tendência, não se espera que a moeda física desapareça por completo, especialmente no Brasil, tendo em vista que 1 em cada 4 brasileiros não possui acesso à internet e 39,5% da população não têm conta bancária, o que reflete no total de 53 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente de notas e moedas para realizarem seus pagamentos. Contudo, medidas como o pagamento do auxílio emergencial, obrigou uma parte da população a migrar para as contas digitais, o que até outubro de 2020, 33 milhões de novas contas haviam sido registradas na Caixa Econômica Federal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.